Os dados foram apresentados esta terça-feira durante a terceira reunião extraordinária do Conselho Provincial de Auscultação das Comunidades, promovida pela Comissão Coordenadora de Gestão de Fronteiras, avança a Rádio Nacional de Angola (RNA).

Segundo o chefe dos serviços aduaneiros do Sétimo Serviço Regional Tributário, Nilton Caputula, a Lunda-Norte tem pelo menos 37 postos de abastecimento que recebem, por semana, cinco milhões e 180 mil litros de combustível. O consumo ronda apenas os 240 mil litros. O restante fica sem destino oficialmente declarado, o que alimenta o contrabando.

"As cisternas que transportam o combustível são de 35 mil litros. Os postos de abastecimento recebem aproximadamente quatro cisternas, semanalmente. Fazendo as contas, isto dá-nos cinco milhões e 180 mil litros por semana para um consumo de 240 mil e 600 litros. Há uma diferença de quatro milhões, 939 mil e 400 litros por semana", explicou.

"Normalmente, vamos às bombas e nunca tem combustível. Quando recebemos, é em excesso", lamentou.

O responsável disse ainda que os contrabandistas usam bidões de plástico de 20 a 25 litros, "caminhos fiotes" para desviar o produto, enquanto os postos fronteiriços de Marcos 5, 19 e Fortuna foram apontados como algumas das principais rotas de saída ilegal do combustível para a RDC.

O encontro serviu para analisar o impacto do contrabando nas zonas fronteiriças e reforçou a necessidade de intensificar as medidas de fiscalização e controlo para travar o desvio de produtos subvencionados pelo Estado.

Este problema não é novo e as consequências para a população são enchentes e desespero para quem depende do gasóleo e da gasolina para utilização diária.