Depois da sua criação pelo Provedor de Justiça, o primeiro aniversário do Dia do Provedor foi comemorado sob o lema "O Cidadão a nossa Ocupação, o Cidadão a nossa Preocupação, Mais Direito Mais Cidadania, Mais Cidadania Mais Direito".
O provedor de Justiça, Carlos Alberto Ferreira, abriu o ciclo de palestras que visaram comemorar a institucionalização do dia do Provedor, bem como assinalar o 13º aniversário da criação da Provedoria de Justiça, como instituição, existente desde 19 de Abril de 2005, apontando como desafios imediatos da provedoria a revisão das leis nº 4/06 (Lei do Estatuto do Provedor de Justiça) e nº 5/06 (Lei Orgânica da Provedoria de Justiça), ambos de 28 de Abril, com vista a conformá-las à Constituição da República.
Temas como "A Institucionalização do Provedor de Justiça no Ordenamento Jurídico Angolano e a sua Importância" e "Direitos Fundamentais na Vertente dos Direitos e Liberdades e Garantias Fundamentais do Cidadão" foram dissertados pelo Ex-Provedor de Justiça e o pelo Juiz Conselheiro do Tribunal Constitucional, Paulo Tjipilica e Raúl Araújo, respectivamente.
Segundo dados da instituição, cerca de 500 reclamações são apresentadas anualmente na Provedoria de Justiça por cidadãos angolanos que buscam salvaguardar os seus direitos.
Recorda-se que o papel do Provedor de Justiça consiste, essencialmente, no facto de poder recomendar correcções administrativas, sem executar, bem como poder ajudar a compor litígios judiciais, sem sentenciar, e poder sugerir a feitura de boas leis, sem contudo legislar.
