Pelo menos 4.500 tartarugas marinhas morreram na temporada 2022/2023 (entre Setembro de 2022 e Abril de 2023) ao longo da zona costeira no País, aponta um balanço do projecto "Kitabanga", virado para estudos e conservação dessa espécie marinha. A pesca artesanal e ilegal, a ocupação das praias de nidificação e a falta de fiscalização e de sensibilização são apontadas entre vários factores que contribuem para a grande mortalidade desse género marinho.

Os dados, divulgados em exclusivo ao Novo Jornal pelo coordenador do projecto, Michel Morais, mostram ter havido uma subida de há três/quatro anos para cá, apesar de estarem longe dos números de 2010 e 2011, que eram "extremamente altos", em que se chegou a registar a morte de mais de oito mil tartarugas só num ano.

O responsável reforça, por isso, que o actual cenário das tartarugas marinhas no País é de alguma "preocupação", devido ao iminente risco de extinção que as referidas espécies enfrentam.

Segundo conclusões do Kitabanga, para além de contribuir para a alta mortalidade, a pesca artesanal tem impedido que as tartarugas marinhas cheguem às praias na época de desova. Foi por isso, aliás, que, nas últimas três temporadas, têm nascido cada vez menos tartarugas. Em termos práticos, na última temporada (2022/2023), foi registado o nascimento de pouco menos de 240 mil tartarugas. Esses números estão longe dos mais de 360 mil neonatos da temporada 2020/2021 ou dos pelo menos 300 mil da época 2021/2022.

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