A medida, que se enquadra no âmbito das celebrações do 47.ºaniversário do Serviço Penitenciário, a comemorar-se a 20 de Março, foi muito aplaudida pela população, que vivenciou este momento em que os presos realizavam trabalhos comunitários.

Ao Novo Jornal, dezenas de populares elogiaram a iniciativa do Serviço Penitenciário, afirmando que a iniciativa é boa, visto que os reclusos são também um custo para o Estado, daí entenderem que devem contribuir de alguma forma para o bem da sociedade.

Para evitar fugas de reclusos, a segurança por parte do SP esteve reforçada e os presos estiveram devidamente orientados e organizados.

Em comunicado, o Serviço Penitenciário assegura que a iniciativa busca sensibilizar a sociedade para uma nova abordagem no sistema de penalização, promovendo a aplicação de penas alternativas à prisão efectiva, como a prestação de trabalho comunitário.

Segundo o Serviço Penitenciário, em Angola, embora já exista previsão legal para a aplicação destas penas, ainda não há registo de cidadãos punidos com esta moldura penal.

Segundo dados do SP, Angola tem mais de 26 mil reclusos, dos quais mais de 13 mil em prisão preventiva e mais de 12 mil condenados.

Conforme o Serviço Penitenciário, o País tem uma capacidade efectiva para 22. 554 reclusos, e tem uma sobrelotação de mais de três mil reclusos, distribuídos pelos 41 estabelecimentos prisionais existentes.