De segunda a sábado, o despertador de Paulo José toca antes mesmo de o galo "cantar", às 3h da manhã. Mesmo com poucas horas de sono, esse cidadão de 57 anos toma um banho frio e um café forte, numa maratona que dura pouco mais de 40 minutos, pois deve apresentar-se ao local de trabalho às 4h30, saindo da zona da Estalagem até ao Benfica, base da empresa onde trabalha há sete anos.
Paulo José é motorista de camiões de recolha de resíduos (lixo) de uma das operadoras de Luanda e revela que se atrasa 15 minutos, "compromete a escala toda", daí que, muitas vezes, deixa a família ainda no sono.
No local de trabalho, veste-se de fato-macaco vermelho ou verde, calça as botas e assina a folha de ponto. Já na garagem, confere os pneus, o nível de óleo e os travões. Após tudo estar alinhado, dá-se o arranque da jornada laboral. Com o seu ajudante, Josimar, de 25 anos, seguem a rota traçada nas diferentes zonas de Luanda, para a recolha de lixo.
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