Conforme um comunicado consultado pelo Novo Jornal, a paralisação cumpre o disposto nos artigos 9.º, 10.º e 12.º da Lei da Greve, após a realização da Assembleia de filiados, e abrange as 13 áreas técnicas da companhia, incluindo Linha, Metrologia, Eléctrica, Interiores, Inspecção, Pintura, Estruturas, Periódicas, MCC, Planeamento, Ferramentaria, Engenharia e Controlo de Qualidade.

Segundo o documento, a greve vai além da "não aceitação da percentagem do aumento do salário base".

Além disso, o STMA aponta "falta de coerência e ausência de qualquer rigor técnico" por parte da TAAG Linhas Aéreas de Angola, sustentada nos ofícios 17 e 23 anexos ao caderno reivindicativo. Entre as acusações, também cita a contratação da consultora Korn Ferry como um "acto de gestão" sem "competência para tal e sem explicação objectiva".

O ponto de ruptura, lê-se, foi a incongruência negocial: quando esperava negociar o Caderno Reivindicativo, a transportadora de bandeira nacional respondeu asseverando que se tratava da revisão de um acordo.

"Tal incongruência causou muita estranheza, o que nos levou a cogitar que estivessem a fazer descaso das nossas inquietações", acrescenta o sindicato, que classifica o acto como deliberado, num "puro acto de má gestão e má-fé".

A nota lista ainda os voos abrangidos pela paralisação entre 01 e 05 de Setembro, com ligações domésticas para Cabinda e as internacionais para Cidade do Cabo, Joanesburgo, Lisboa e São Paulo.