Os enfermeiros, orientados por um médico ao telefone, realizaram a cesariana a uma parturiente de 30 anos, que deu à luz uma criança, mas ambas morreram durante a cirurgia, apurou o Novo Jornal.
Anastácia Kuabi, Simão Hungo, enfemeiros, e e Ricardo Meirelles, médico, são acusados do crime de homicídio negligente.
Segundo a acusação, a parturiente, Daniela Isabel Rodrigues Zeferino, deu entrada na clínica por volta das 11:00 do dia 13 de Novembro de 2024, para uma cesariana. No entanto, o atendimento foi realizado exclusivamente por enfermeiros, já que o médico responsável, o arguido Simão Hungo e Ricardo Meirelles, não estava na unidade hospitalar e orientou a equipa por telefone.
A bebé que nasceu da intervenção cirúrgica também não resistiu e faleceu. A família acusou a equipa de negligência e denunciou os profissionais de saúde às autoridades, o que levou o Serviço de Investigação Criminal (SIC) a abrir uma investigação e a deter a enfermeira responsável pelo procedimento.
Segundo a família, a paciente e a recém-nascida foram vítimas de erros clínicos durante o atendimento. O caso mediatizou-se e correu "de boca em boca".
Na altura, o Ministério da Saúde criou uma comissão de inquérito multidisciplinar para apurar as circunstâncias que levaram à morte da parturiente e da recém-nascida.
Fruto do relatório do inquérito, a clínica Santa Marta foi encerrada pela Inspecção Geral das Actividades Sanitárias e Farmacêuticas (IGASF).
Em tribunal, a equipa da clínica declara-se inocente de toda a acusação. A família da vítima espera que os enfermeiros e o médico sejam condenados por considerarem que foram cometidos erros grosseiros.
