Fatih Birol, que tem vindo a fazer este tipo de alertas, tendo mesmo já comparado esta crise à de 1973, a mãe de todas as crises energéticas, por ter sido a primeira, na sequência do embargo árabe de crude ao Ocidente por apoio a Israel na guerra de Iom Kippur.
Por detrás desta nova e ainda mais sonora chamada de atenção deste responsável está um recente relatório sobre as consequências do conflito onde sobressai a destruição de mais de 40 infra-estruturas energéticas no Médio Oriente, especialmente no Golfó Pérsico.
Além disso, não se vê no horizonte imediato a possibilidade de o Estreito de Ormuz (ver links em baixo), por onde passa 20% do crude e do gás globalmente falando, possa reabrir em pleno, mesmo perante a ameça do Presidente norte-americano de castigar como nunca o Irão por isso, com a destruição de toda a sua indústria de oil & gas.
"O mundo poderá enfrentar a pior crise energética das últimas décadas em consequência da guerra no Médio Oriente, uma ameaça maior para a economia mundial", advertiu Birol em declarações no National Press Club em Camberra.
"Até ao momento, perdemos 11 milhões de barris por dia, mais do que as duas grandes crises petrolíferas juntas", de acordo com o responsável, que recordou que nos anos 1970, cada uma dessas crises representou uma perda de cerca de cinco milhões de barris diários, ou seja, "10 milhões no total".
Faith Birol, citado pela Lusa, acrescentou que esta crise equivale "a duas crises petrolíferas e a um colapso do mercado do gás reunidos", evocando também os efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
O responsável sublinhou ainda que "nenhum país ficará imune aos efeitos desta crise se ela continuar neste rumo" e apelou a uma ação coordenada à escala global.
"A economia mundial enfrenta uma ameaça maior, e espero vivamente que este problema seja resolvido o mais rapidamente possível", disse.











