No despacho a que o Novo Jornal teve acesso, a despesa é justificada pela necessidade de reforçar a infra-estrutura ferroviária nacional, promovendo a integração territorial e o desenvolvimento económico, nomeadamente das províncias de Malanje, Bié e Cubango.
O Presidente refere no documento "que a situação ferroviária tem provocado danos irreparáveis nas deslocações de várias famílias e para o Executivo", e, por isso, foram realizados "inúmeros levantamentos" e iniciado "um amplo plano de concepção dos trabalhos para a execução da empreitada de 738 km, destinada à construção da ligação ferroviária Malanje-Kuito-Menongue do Caminho-de-Ferro de Angola".
Estas obras estão enquadradas no Programa de Requalificação das províncias de Malanje, Bié e Cubango, dividido em 4 Lotes, por secções 1 e 2, de acordo com os parâmetros físicos, funcionais, temporais e orçamentais, para solucionar os problemas ferroviários destas províncias, lê-se no documento assinado pelo Chefe de Estado.
A escolha do procedimento de contratação simplificada, pelo critério material, é motivada por financiamento externo, defende-se no despacho.
Para a empreitada no troço Malanje-Estação 6, o Presidente destina 1,4 mil milhões de euros, a que acrescem 39, 2 para os serviços de fiscalização.
Para a construção do troço Estação 6-Kuito são disponibilizados 1,1 mil milhões de euros, acrescidos de 31,6 milhões para a fiscalização.
A empreitada do troço Kuito-Estação 5 está orçada em pouco mais de mil milhões de euros, a que se adicional 28,4 milhões para os serviços de fiscalização.
A construção do troço Estação 5-Menongue está avaliada pouco cima dos mil milhões, a que se juntam 29,8 milhões para a fiscalização.
Há igualmente um contrato de coordenação técnica e análise dos projectos de engenharia no valor de 93,9 milhões de euros.
Será o ministro dos Transportes a aprovar as peças do procedimento, a celebrar e a assinar os contratos, determina o Chefe de Estado.

