De acordo com informação da base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a que a Lusa teve acesso e actualizada às 7h58 (5h58 de Lisboa), foram afectadas um total de 860.346 pessoas, o correspondente a 198.870 famílias, havendo também 12 desaparecidos, além de 314 feridos. Este balanço contabiliza mais oito mortos face à actualização de segunda-feira.

Só as cheias de Janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos - afectando 724.131 pessoas - e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de Fevereiro, levou à morte de outras quatro pessoas, segundo os dados actualizados do INGD sobre a época das chuvas.

Acrescenta-se que um total de 14.361 casas ficaram parcialmente destruídas na presente época das chuvas, além de 5.747 totalmente destruídas e outras 183.812 inundadas.

Um total de 272 unidades de saúde, 76 casas de culto e 676 escolas foram afectadas em pouco mais de quatro meses e meio.

Os dados do INGD indicam ainda que 554.805 hectares de áreas agrícolas foram afectadas neste período, 287.825 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365.155 agricultores. Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afectados 6.799 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.

Desde Outubro, o instituto moçambicano de gestão de desastres activou 149 centros de acomodação, que albergaram 113.478 pessoas, dos quais 48 ainda estão activos, com pelo menos 37.633 pessoas.