A afirmação foi proferida na abertura da 21ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, subordinada ao tema "Reforçar os Mecanismos de Prevenção e Resolução dos Conflitos em África".
Para Angola, o evento traduz "a importância que colectivamente atribuímos à paz e à segurança" e demonstra a consciência da necessidade de consolidar a capacidade de prevenir e resolver conflitos em África.
Na mensagem de boas-vindas, João Lourenço sublinhou igualmente que "Angola e o seu povo acolhe-vos como uma nação africana aberta ao diálogo".
O Chefe de Estado também lembrou que o País exerceu a Presidência da União Africana em 2025 e colocou estas matérias entre as prioridades, por estar convicto de que "não poderá haver desenvolvimento sustentável sem segurança, paz, estabilidade e concórdia entre os povos".
Segundo o Presidente da República, a iniciativa traduz "a continuidade do compromisso assumido por Angola em favor da paz" e deve levar os Estados-membros a reflectirem sobre como tornar mais eficazes os instrumentos para "prevenir conflitos, mediar crises e assegurar a implementação das decisões".
João Lourenço frisou ainda que a paz "é uma condição para a estabilidade dos nossos Estados e para a realização da Agenda 2063", sendo responsabilidade colectiva criar condições para que as futuras gerações vivam "num continente livre de guerras, mais integrado, mais próspero e mais seguro".
No certame estão representados o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, o Presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, o Presidente da República do Burundi e Presidente em Exercício da União Africana, Évariste Ndayishimiye, bem como chefes de Estado, representantes das Comunidades Económicas Regionais e demais organizações regionais africanas, membros do Corpo Diplomático e representantes das organizações internacionais acreditados em Angola.
