Segundo o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, que esteve esta quinta-feira na província do Cunene, o Governo vai tomar medidas imediatas para o repatriamento de mais de 400 cidadãos da Namíbia que estão ilegalmente a praticar agricultura.
O governante defendeu que "para a salvaguarda da integridade territorial e da soberania nacional, estes cidadãos devem ser expulsos do território nacional".
Segundo o ministro, estes cidadãos entraram em Angola, instalaram-se em várias áreas da fronteira angolana, construíram residências e praticam agricultura em grande escala, como se estivessem no seu país.
"É uma ocupação ilegal de terra e estamos preocupados. Vamos ter de tomar medidas imediatas, porque, em 2022, a Namíbia expulsou centenas de cidadãos angolanos ilegais naquele país e este ano repatriou mais de 1.600. Quando os angolanos se instalam ilegalmente na Namíbia são repatriados", defendeu o ministro.
"Do mesmo modo que nos expulsam, também devemos expulsá-los, apesar das boas relações com o governo namibiano", disse o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do PR.
Segundo Francisco Pereira Furtado, independentemente das boas relações entre os dois países, "o respeito deve ser recíproco e os limites territorial de cada país deve ser respeitado".
Para contrapor a crescente onda de cidadãos namibianos que entram em Angola ilegalmente pelas fronteiras, o ministro de Estado e Chefe da Casa Militar diz ser necessário um posto da Polícia de Guarda Fonteira (PGF) no ponto do "Marco 28", para o reforço do controlo do fluxo migratório nos pontos clandestinos.
"Orientamos que a PGF instale imediatamente um posto no "Marco 28 "juntamente com o SME (Serviço de Migração e Fronteiras), para que possamos controlar o fluxo migratório e evitar que haja imigrantes a partir destes pontos", contou.
