O comandante geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas da Silva, afirma ser urgente a tomada de medida eficazes para inverter o quadro actual dos acidentes mortíferos nas estradas, que são a segunda maior causa de morte em Angola.

Segundo o número um da PN, no entender da Polícia Nacional, alguns mecanismos devem ser estudados para serem postas em prática medidas para a diminuição dos acidentes.

Francisco Ribas da Silva considera ser necessária a realização do estudo com a participação de outros actores ministeriais e intervenientes na mobilidade rodoviária.

Segundo a PN, foram encontrados mais de 70 pontos críticos e propensos à ocorrência de acidentes.

"Existem algumas vias que, no nosso entender, precisam de outro tipo de intervenção", disse o comandante geral.

Francisco Ribas da Silva disse ainda que "o conselho da PN deliberou que deve haver, sim, esse estudo, no sentido de saber se há erros de construção ou necessidade de adaptações nas estradas, para se fazerem algumas alterações.

O Novo Jornal soube que uma das medidas da PN a ser tomada tem a ver com a construção e activação, ainda este ano, de destacamento de prevenção e socorro aos acidentes nas estradas nacionais.

Segundo a PN, mais de 20 pessoas morrem por dia de acidente de viação nas estradas no País, "devido à imprudência dos condutores, deixando feridos vários feridos e dezenas de famílias órfãs".

Segundo dados da Polícia Nacional, anualmente, mais de 3.000 pessoas morrem e mais de 16 mil ficam feridas em consequência de acidentes rodoviários.

O ministro do Interior, Manuel Homem, disse no ano passado, durante o lançamento deste programa nacional de prevenção rodoviária, que "é doloroso saber que por dia morrem em Angola mais de 20 pessoas por acidente".