Em conferência de imprensa, o presidente da comissão, João Roberto Soki, referiu que o conclave contará com a participação de 1.103 delegados que serão eleitos nas conferências provinciais, municipais e comunais.

A preparação do congresso que vai escolher o novo presidente e o Comité Central do partido está enfraquecida por perturbações internas.

A FNLA enfrenta actualmente uma profunda crise política, marcada por divisões, disputas de liderança e a criação de duas comissões preparatórias distintas para o seu congresso.

A ala do presidente Nimi- Simbi e um grupo do Comité Central disputam o controlo da estrutura, gerando incertezas sobre o futuro do partido.

O Comité Central elegeu Ndonda Nzinga para coordenar a comissão preparatória, mas o presidente Nimi- a- Simbi rejeitou a decisão e criou uma nova comissão, liderada João Roberto Soki.

O líder do partido considera a comissão por alguns membros do Comité Central nula, apontando que os estatutos conferem ao presidente a competência para a nomeação.

Segundo apurou o Novo Jornal, apesar da divisão interna e de assembleias provinciais paralelas realizadas por alas dissidentes, a direcção afecta a Nimi- a- Simbi prossegue com os trabalhos.

Fundada em 1954 sob o nome de União das Populações do Norte de Angola (UPNA), a FNLA assumiu o nome actual em 1962, após a fusão com o Partido Democrático de Angola (PDA).

Foi um dos três movimentos nacionalistas que lutaram contra o colonialismo português, tendo inclusive participado nos Acordos de Alvor em 1975, que abriram caminho para a independência do País.

Nas eleições de 2022 o partido conseguiu eleger dois deputados.