Os "melhores polícias" apelam à intervenção do comandante-geral para que sejam efectuados os pagamentos dos prémios, uma vez que, até ao momento, apenas receberam cheques simbólicos durante a gala de premiação realizada em Maio último.
Pela primeira vez na história da Polícia Nacional, o concurso contemplou prémios pecuniários.
Sob anonimato, os distinguidos pedem apenas que lhes seja entregue o dinheiro a que têm direito pela conquista do prémio.
No total, o comando-geral da Polícia Nacional terá de desembolsar 20 milhões de kwanzas para premiar os vencedores do concurso "melhor agente".
Segundo a organização, os primeiros classificados devem receber dois milhões de kwanzas, os segundos classificados um milhão e quinhentos mil kwanzas e os terceiros classificados um milhão de kwanzas.
As distinções foram entregues pelo comandante-geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas da Silva, em Maio, numa cerimónia realizada no Salão Welwitschia, do Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais General Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem.
Na classe dos oficiais superiores, o 1º classificado foi o superintendente-chefe Clemente Pontes, afecto ao comando provincial de Luanda. Na 2.ª posição ficou o intendente Paulo Afonso Kaputo, do Cubango, e, em 3.º lugar, o intendente Cristiano Magalhães, de Icolo e Bengo.
Na classe dos oficiais subalternos, a vencedora foi a subinspectora Glória Álvaro, da Unidade de Objectivos Estratégicos. Na 2ª posição ficou o inspector-chefe Alberto da Silva, da Polícia de Intervenção Rápida, e, em 3º lugar, o subinspector Custódio Canga, de Cabinda.
Na classe dos subchefes, o vencedor foi o 1.º subchefe Manuel Campos, seguido de Nelson Sebastião e Martinho Dônde.
Na classe dos agentes, Augusto António ficou em 1º lugar, seguido de António Ramos e Delfina Soma.
A obra "Guardiã da Paz", da autoria do comissário Manuel Gregório de Sousa, falecido no ano passado, foi distinguida como hino oficial das comemorações dos 50 anos da Polícia Nacional.
Durante a cerimónia, os vencedores receberam apenas cheques simbólicos. Posteriormente, foi-lhes solicitado o número da conta bancária para o processamento dos pagamentos, o que, até ao momento, ainda não aconteceu.
Sobre o assunto, o Novo Jornal contactou o porta-voz da Polícia Nacional, o subcomissário Mateus Rodrigues, que assegurou que o problema está a ser resolvido e que os prémios monetários serão pagos a qualquer momento, sem, no entanto, explicar os motivos do atraso.
