Como e quando surgiu a ideia de criação do Projecto História Social de Angola?
O projecto nasceu da necessidade de preencher lacunas na narrativa da história social angolana, focando-se na história vista e de restaurar os valores morais, éticos regentes da sociedade, adequar os herdados do período pós-assimilação e da preservação dos valores dos povos e de outros adquiridos ou transmitidos pelas diásporas de outros países em Angola, como a anglo-saxónica, trazida pelo protestantismo. A ideia consolidou-se ao percebermos que as memórias das gerações que viveram o período colonial tardio e a transição para a independência estavam a perder-se sem um registo sistemático e científico. A memória oral está na génese de várias ciências sociais, como a antropologia, a transcrição das regras e comportamentos sociais das comunidades e de cada povo e sua interacção.
Qual é o principal objectivo do projecto?
O objectivo central é a hibridização da memória. Queremos materializar e divulgar a memória social de Angola através da colha de depoimentos orais, cruzando-os com fontes documentais. O foco é criar um arquivo vivo que sirva tanto para a investigação académica como para o fortalecimento da identidade nacional. Para cumprir esta missão, precisamos de parcerias fortes com bases de dados internacionais; a maioria dos arquivos sobre Angola encontra-se em Portugal na posse de pessoas singulares e colectivas, como universidades. É significativo o arquivo das igrejas anglo-saxónicas nos EUA e Canadá, e de outros países.
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