O município encontra-se numa escuridão absoluta, com as autoridades municipais de "braços cruzados", apontando a responsabilidade pela falta de combustível à Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL).
A realidade é que o município ainda não está interligado à rede eléctrica nacional, embora esse seja o desejo da população e do Governo Provincial do Bié.
Devido à falta de energia, muitas instituições estão com os serviços paralisados, enquanto outras vão trabalhando quando podem, ou seja, quando dispõem de recursos para a aquisição de combustível para abastecer os geradores alternativos.
Em muitos estabelecimentos comerciais a iluminação é feita com velas, candeeiros e lanternas, como solução para a falta de electricidade.
Algumas instituições bancárias estão com os serviços paralisados há semanas. A Administração Municipal trabalha apenas com recurso ao gerador alternativo, durante o período da manhã, ficando também às escuras durante a noite.
Vários órgãos da administração pública e da justiça, a nível do município, funcionam quando podem, em função da quantidade de combustível disponível para os geradores.
Ao Novo Jornal, o administrador municipal do Andulo, Justino Kassoma Covi, disse que o problema da falta de energia eléctrica no município transcende a administração local.
Segundo este responsável, toda a extensão territorial do município do Andulo está privada do fornecimento de energia eléctrica devido à falta de combustível para alimentar o gerador.
Segundo o Ministério da Energia e Águas, o Executivo está a construir uma subestação eléctrica no município do Andulo, com capacidade de transformação de 220/30 kV e potência de 20 MVA.
