A catarata ocular é uma doença de evolução lenta e progressiva e constitui, actualmente, a principal causa de perda de visão no mundo.

Entre os pacientes operados, no Hospital Geral do Huambo, estiveram crianças, jovens e idosos, maioritariamente com dificuldades visuais muito acentuadas.

Foram cadastrados por aquela unidade hospitalar, que recebeu pacientes provenientes de Luanda, Bié, Benguela, Cuanza-Sul e Moxico, 2.015 pacientes, dos quais 514 que reuniram os critérios para serem submetidos à cirurgia de catarata, realizada até à última sexta-feira.

Para o êxito da campanha, o Instituto Oftalmológico Nacional de Angola deslocou de Luanda para o Huambo mais de 40 profissionais, entre quatro médicos cirurgiões, enfermeiros e outros técnicos especializados.

Em declarações ao Novo Jornal, a directora-geral do IONA, Luísa Paiva, disse que o País ainda dispõe de poucos médicos especializados em cirurgia de catarata, mas que os profissionais existentes conseguem realizar campanhas desta natureza.

Segundo a direcção do IONA, as mais de 500 cirurgias de catarata realizadas no Hospital Geral do Huambo foram totalmente gratuitas.

A campanha teve como objectivo restaurar a visão e devolver a autonomia aos pacientes afectados pela doença.

De acordo com o IONA, durante a campanha foram igualmente realizados mais de 2.000 exames complementares, que permitiram identificar e acompanhar pacientes com necessidade de intervenção oftalmológica.

Alguns pacientes ouvidos pelo Novo Jornal no Hospital Geral do Huambo manifestaram satisfação com a operação e afirmaram que lhes foi devolvida a visão.

Apesar de mais de 500 pessoas terem sido operadas, dezenas de pacientes ficaram de fora da campanha, uma vez que alguns apresentavam casos de catarata complexa, que exigem outro tipo de acompanhamento e tratamento.