O crescimento acelerado da construção civil, impulsionado pela reconstrução do país após o fim da guerra, levou à instalação de centrais de produção de betão em diferentes pontos de Luanda. Ao longo dos anos, a expansão urbana fez com que muitas destas unidades passassem a integrar o tecido residencial, aproximando a actividade industrial das comunidades.
Embora desempenhem um papel importante no abastecimento do sector, esta proximidade tem suscitado fortes preocupações entre os moradores, que denunciam a exposição diária à poeira, ao ruído e ao intenso tráfego de camiões, além de alertarem para os graves impactos na saúde e na qualidade de vida.
As referidas preocupações foram manifestadas ao Novo Jornal durante uma ronda por algumas das zonas onde funcionam estas centrais, nomeadamente no Morro Bento e no município da Ingombota. Os residentes abordados relataram o incómodo ligado ao cheiro característico do cimento que predomina nestas circunscrições, sobretudo junto às áreas de produção e de circulação de viaturas pesadas.
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