As províncias das regiões centro e sul são as mais afectadas e enfrentam há mais tempo a crise no abastecimento, com longas filas de veículos, motociclos e cidadãos com recipientes nos poucos postos com gasolina e gasóleo disponíveis.

Em Luanda, a falta de combustível em diferentes postos começa a ser mais visível ao final do dia e durante a noite. O problema, que se tornou evidente em várias regiões do país, está a provocar sérios transtornos a automobilistas, moto-taxistas e à população em geral.

Embora o Novo Jornal e outros órgãos de comunicação social tenham noticiado reiteradamente, nos últimos meses, a escassez de combustíveis em diversas regiões, a Sonangol Distribuição & Comercialização afastava a possibilidade de uma falta generalizada em Angola, admitindo apenas "constrangimentos temporários" no abastecimento de algumas bombas, sobretudo nas províncias do Sul.

Entretanto, esta quinta-feira, 06, à margem do fórum sobre o "Contributo da Mulher no Sector do Petróleo e Gás", o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, confirmou o que já era apontado por diversos sectores: o País atravessa dificuldades no abastecimento de combustíveis.

Segundo o governante, o aumento dos preços no mercado internacional fez com que o valor das subvenções atingisse níveis "exorbitantes", dificultando a capacidade da Sonangol para assegurar o abastecimento do mercado nacional.

"Hoje o País está todo preocupado com a situação do combustível. Estamos com uma crise, há pouco combustível no País, há um aumento do consumo, há um aumento do preço no mercado internacional, há escassez", afirmou.

Ainda de acordo com Diamantino Azevedo, o problema está a ser resolvido.

Angola é actualmente o quarto país africano com os preços mais baixos dos derivados do petróleo, admitindo, contudo, que a Sonangol enfrenta dificuldades financeiras para garantir o abastecimento do mercado nacional.