Apesar de os produtos agrícolas vendidos ao exterior terem crescido mais de 17% num ano, para 5.788 milhões de kwanzas (34,8 milhões de dólares), Angola continua a gastar muito mais na importação de alimentos.
Segundo o anuário sobre o comércio externo de 2015, documento do Instituto Nacional de Estatística (INE), o país comprou no ano passado mais de 202,1 mil milhões de kwanzas só em produtos agrícolas (1,2 mil milhões de dólares), ainda assim uma quebra de 22% em termos homólogos.
O documento refere que as importações globais em todo o ano caíram 29,41%, para 1,989 biliões de kwanzas (11,9 mil milhões de dólares).
De acordo com o anuário, num ano fortemente influenciado pela quebra nas receitas com a exportação de petróleo, o saldo da balança comercial angolana manteve-se em terreno positivo, mais de 1,942 biliões de kwanzas (11,9 mil milhões de dólares), mas reduzindo-se 34% face aos 2,942 biliões de kwanzas (11,7 mil milhões de dólares) de 2014.
O petróleo representou 96,8% do total das exportações nacionais, equivalente a 3,8 biliões de kwanzas (22,9 mil milhões de dólares), um encaixe 32,5% inferior aos resultados de 2014.
Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo da África subsaariana, o país ainda tem de comprar ao exterior grande parte dos produtos refinados, em função da sua reduzida capacidade de refinação.
Em 2015, adquiriu quase 30 mil milhões de kwanzas (181 milhões de euros) em combustíveis.
Trata-se, ainda assim, de uma quebra de 80%, face a 2014, num ano marcado pelos cortes aos subsídios do Estado ao preço dos combustíveis.
