Presente em empresas portuguesas do sector da construção e da comunicação social, António Mosquito - que em Angola estende as áreas de negócio ao mercado automóvel, imobiliário e financeiro - é apontado como um dos principais clientes de risco da Caixa Geral de Depósitos.
De acordo com o jornal Correio da Manhã, que cita resultados de uma auditoria do ano passado, o banco português concedeu 178 milhões euros de crédito ao Grupo António Mosquito, valor incluído na lista dos empréstimos de risco da instituição. Ou seja, crédito concedido com "deficiente análise de risco" ou com garantias insuficientes, circunstâncias que aumentam exponencialmente a possibilidade de o banco não recuperar o dinheiro.
A lista onde se inclui o empresário angolano é liderada pelo grupo Artlant - a quem foi atribuído um crédito de 476 milhões -, que pretendia construir um dos maiores projectos industriais de Portugal, planos entretanto abandonados.
