No primeiro dia de audiência, na quarta-feira, e em sede de produção de provas, o tribunal, o Ministério Público (MP) e os advogados terminaram o interrogatório à ex-ministra, que negou totalmente toda a acusação imputada a si e ao arguido Rafael Virgílio Pascoal, antigo responsável da EDIPESCA.
Neste segundo dia, o tribunal ouviu o arguido Yanga Nsalamby Mário, ex-director técnico da EDIPESCA, que também negou ter beneficiado dos mais de 300 milhões de kz depositados nas contas da empresa.
Ao tribunal o arguido alegou que com parte desse dinheiro foram adquiridas cerca de 10 viaturas, posteriormente distribuídas aos consultores e seguranças da antiga ministra, Victória de Barros Neto, sempre sob orientação da responsável das Pescas.
O arguido afirmou tratar-se apenas de um director técnico, afiirmando que não participou no esquema que terá defraudado o Estado em mais de 300 milhões kz, como acusa o MP.
Vitória de Barros Neto, antiga responsável do pelouro das Pescas, é o segundo ex-ministro a ser julgado nestes últimos anos, depois de Augusto Tomás, dos Transportes, em 2019.
Nos autos, a acusação não fez qualquer menção nem relaciona a arguida, Vitória de Barros Neto, ao processo de corrupção noticiado em Outubro de 2019 pelo Novo Jornal com com base numa notícia do jornal The Namibiam.
O julgamento encontra-se na fase de produção de provas e os advogados dos arguidos estão esperançosos na absolvição dos seus clientes, que respondem ao processo em liberdade.
