Com a actividade resumida num projecto avaliado em um milhão e 100 mil dólares, abaixo de 1% do volume de negócios que chegou a movimentar, a Sonamet Industrial procura contornar o "momento de crise" a apostar também no sector siderúrgico, removendo do mar estruturas de apoio à produção petrolífera para transformar em aço.

À luta pela internacionalização, com a Namíbia e o Brasil no horizonte, está a juntar uma operação inversa ao que fez em fases de pico na indústria petrolífera em Angola, segundo o director de marketing e comercial, Sandro Ferreira, ao assinalar que "não perdemos a esperança".

De acordo com o gestor, o objectivo é servir o onshore com aço de qualidade, aquele que provém das estruturas montadas ao longo dos últimos anos. "Vamos reciclar para alimentar a siderurgia, já que o Governo angolano apostou nesta área. Portanto, vamos destruir e cortar, reciclar para que o produto volte a ser usado", frisou.

A confirmação da existência de hidrocarbonetos na bacia marítima de Benguela e o projecto da Refinaria do Lobito são outras oportunidades de negócios para a Sonamet, forçada a rescindir contratos com mais de 2.300 funcionários, justamente em consequência do contexto.

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