A sessão durou seis horas e foram ouvidas pelo tribunal quatro testemunhas arroladas pela defesa.
Aos jornalistas, no final da audiência, Higino Carneiro, que pretende concorrer à presidência do MPLA, afirmou ser inocente e considerou infundadas as acusações que recaem sobre si.
Segundo Higino Carneiro, 50 por cento das reclamações que apresentou contra a acusação foram rejeitadas pelo tribunal, pelo que recorreu da decisão.
Já o seu advogado, José Carlos Miguel, explicou que, na sequência de dois indeferimentos do tribunal, a defesa recorreu e aguarda a reapreciação, pelo facto de o tribunal ter acolhido apenas 30 por cento da reclamação.
Segundo o advogado, "a sessão desta quarta-feira decorreu de forma tranquila, tendo as testemunhas narrado os factos que lhes foram apresentados".
Conforme o advogado, muitas das questões que precisavam de ser clarificadas foram esclarecidas durante a audiência.
Segundo a defesa, Higino Carneiro requereu a instrução contraditória por considerar que alguns dos articulados da acusação não são claros.
Sobre este processo, o político foi constituído arguido em Dezembro de 2025, por indícios da utilização de fundos públicos para fins particulares.
Este é apenas um dos processos que correm na Justiça contra Higino Carneiro. Existe outro, registado sob o nº 48/20, que foi reaberto em Maio último e segue o seu curso a nível da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A próxima sessão será anunciada pelo Tribunal Supremo assim que terminar o processo de reclamação apresentado por Higino Carneiro.



