Em declarações à Angop, a propósito do 26 de Junho, dia Internacional Contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, Ana Graça sublinhou que Instituto Nacional de Luta Antidrogas está a trabalhar "sempre" no sentido da redução da procura e da oferta de drogas lícitas e ilícitas no país.

"Estamos a trabalhar sempre no sentido da redução tanto da procura como da oferta. Reduzir a oferta é um problema muito sério, porque as substâncias psicotrópicas vêem de fora, estão aí mas nós podemos travar a sua entrada, outras não e as que não se travar a entrada prejudicam bastante a nossa juventude", disse.

Acrescentou que o INALUD está preocupado com uso de bebidas alcoólicas, porque todos os estudos feitos apontam o aumento de estragos feitos pelo uso do álcool.

De acordo com a responsável, o instituto procura dar resposta aos novos fenómenos, com destaque para o "mata-aulas", que surgem nas diferentes províncias do país, particularmente na capital angolana, onde existe uma associação de bebidas alcoólicas e mistura com outros tipos de substâncias psicotrópicas.

"Estamos a falar de fenómeno caipirinha às sextas-feiras nas escolas, onde tem estado a aparecer uma associação de bebidas alcoólicas, que misturadas com outros tipos de substâncias psicotrópicas, causam um enorme mal aos consumidores", frisou.

Garantiu que o INALUD está a fazer o melhor que pode para evitar que estas substâncias tomem proporções maiores no seio da juventude, promovendo campanhas de sensibilização e informando os jovens sobre a necessidade de prevenção e abstenção do consumo de álcool e outras drogas.

Segundo a directora, a informação é importante para a tomada de decisões, "portanto se informarmos os jovens o mal provocado por estas substâncias, talvez possamos inibir a capacidade deles em fazer o seu uso".

Ana Graça aponta que as zonas periféricas, tendo em conta o número de habitantes, são as de maior consumo de drogas, estando a província de Luanda com maior proporção de consumidores, seguida de Benguela, Huíla, Huambo e Malanje.

Justifica que os dados recolhidos no Centro de Informação de Medicamentos e Toxicologia (Cimetox), na Fazenda Esperança e nos hospitais psiquiátrico e militar apontam que maior parte da população que procura os serviços do INALUD vem dos bairros periféricos de Luanda.

Angop/NJ