"O mais sensato seria a Inocência. Ela é vertical e muito competente", disse ao NJ uma fonte contactada para fazer uma avaliação sobre os candidatos. Inocência Pinto foi inspectora da Polícia Nacional na década de 90. No período 2005-2011, dirigiu a PGR na província do Kwanza-Norte e assumiu, depois, o cargo de directora nacional para a Prevenção e Combate à Corrupção. É licenciada em Direito pela Universidade Agostinho Neto.

É a primeira mulher a exercer o cargo de vice-procuradora-geral da República. Se passar novamente pelo crivo do Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público (CSMMP) e for escolhida pelo poder discricionário do PR João Lourenço, fará história como a primeira mulher a exercer o cargo de procuradora-geral em Angola. Em Abril de 2023, foi a mais votada pelos membros do CSMMP para liderar a PGR, com 11 votos favoráveis, à frente do actual procurador-geral, Hélder Pitta Gróz, e de Mouta Liz.

É uma figura respeitada e influente no Sistema Judicial Angolano, é reconhecida pela sua postura firme no combate à corrupção e luta contra os crimes financeiros no País. É formadora nacional de magistrados, de instrutores do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e de técnicos da Unidade de Informação Financeira (UIF) em matéria sobre corrupção e crimes económicos. É uma candidatura a ter-se em conta, sendo uma das que estão mais bem posicionadas para assumir o cargo.

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