Os cidadãos em causa estão a ser julgados desde quarta-feira informou ao Novo Jornal Online o director de comunicação do Ministério do Interior, Mateus Rodrigues, quando fazia o balanço do combate à criminalidade violenta, no período de 23 a 31 de Janeiro, que culminou com a detenção de 45 cidadãos.
"Depois de os efectivos do SIC receberem uma denúncia que dava conta da existência de falsificação de mercadoria e alteração de géneros destinados ao consumo público, provenientes da Ango-Zara, Lda. os efectivos do SIC foram até ao local e encontraram os indivíduos em flagrante delito", explicou o oficial em declarações ao Novo Jornal Online.
O responsável disse ainda que os acusados faziam alteração das datas de diversos produtos alimentares, bem como de detergentes.
"Entre os produtos alimentares com as datas vencidas que os acusados alteravam constavam feijão, arroz, massa, fuba de milho, óleo vegetal, manteiga, açúcar, etc. Neste momento muita mercadoria com as datas vencidas está a circular nos mercados e nas lojas comerciais", afirmou.
O Novo Jornal Online deslocou-se até à Zona Económica Industrial em Viana, com uma equipa do SIC-Económica do município de Viana, e encontrou dois armazéns recheados de mercadorias com as datas vencidas, que, supostamente, seriam alteradas e depois distribuídas para os supermercados.
No local, a nossa equipa de reportagem contactou o director administrativo da Ango-Zara, Lda, Gerónimo Dias, que estranhou a existência de produtos alimentares expirados e a presença de máquinas de alteração de datas.
"Como director administrativo desta empresa, nunca tive o conhecimento da existência de produtos alimentares no interior dos nossos armazéns", garantiu, sublinhando que "jamais aprovaria a falsificação de datas".
