"Constatámos que todos os serviços, desde medicina, pediatria, maternidade, cirurgia, ortopedia, entre outros, não oferecem condições de gestão e funcionalidade para a melhoria da assistência médica e medicamentosa, em prol da humanização dos serviços de saúde", lamentou a deputada Clarice Mukinda, da 8ª Comissão de Trabalho Especializada da Assembleia Nacional, que chefiou a delegação parlamentar que visitou, ontem, o Hospital Central do Huambo.

Segundo a parlamentar, os bancos de urgência mostram-se incapacitados para acudir a todos os casos, por insuficiência de técnicos e médicos especialistas.

"Com 61 anos de existência, o Hospital provincial do Huambo carece de uma intervenção urgente".

O hospital Central do Huambo possui 903 técnicos de saúde, dos quais 26 são médicos de clinica geral, 65 especialistas, entre nacionais e estrangeiros, e 747 enfermeiros.

Os deputados foram informados de que um novo hospital central vai ser construído brevemente na província do Huambo, no âmbito do programa de modernização dos serviços de saúde e melhoria da assistência médica e medicamentosa à população.

Um projecto que pretende desafogar a pressão sobre o actual hospital central, criar melhores condições de comodidade dos doentes, e responder à actual demanda da população.

No que diz respeito aos fármacos, a directora provincial da Saúde, Jovita André, garantiu que a Instituição tem stock suficiente para dar resposta aos pacientes internados, sobretudo em estado grave.

A malária, as doenças respiratórias e diarreicas agudas, a má-nutrição e a meningite são as patologias mais frequentes.