De acordo com o porta-voz do gabinete de comunicação institucional e imprensa do SIC-Luanda, Fernando de Carvalho, os indivíduos, a bordo de três viaturas, actuavam com uniformes da PN e do SIC, munidos de armas de fogo tipo AKM e pistolas.
Com eles foram igualmente detidos quatro comparsas, que vão responder pelos crimes de associação criminosa, ameaças de morte, ofensas simples à integridade física, fabrico, tráfico, detenção de armas e munições proibidas e roubo qualificado.
A quadrilha é composta por 11 elementos, com idades entre os 26 e os 57 anos, e foram presos seis, estando cinco em fuga. Alguns detidos, esclarece o SIC, "já tiveram passagem pela polícia, um dos quais cumpriu uma pena de prisão de cinco anos, na Comarca de Viana, em 2019".
A acção mais recente do gangue ocorreu no fim do mês passado, por volta das 22:00, no interior de um estabelecimento comercial de um cidadão da Guiné -Conacri, de 47 anos, de onde subtraíram 2,6 milhões de kwanzas e três telemóveis de diferentes marcas.
O Novo Jornal soube que as armas de fogo que os homens utilizavam eram fornecidas por operativos de empresas privadas de segurança (já detidos), que tinham a responsabilidade de identificar os alvos, vulnerabilidades, informações privilegiadas para a realização dos assaltos.
No decurso da operação foram apreendidos em posse da associação criminosa uma pistola de marca Makarov, uma viatura de marca Hyundai, dois telemóveis e uma máscara estilo gorro com a inscrição da polícia.
Foram ainda apreendidos equipamentos dos órgãos do Ministério do Interior, tal como uma farda social da Polícia Nacional nº 3, um colete do posto fiscal aduaneiro e um passe de identificação do SIC.
