É comum verem-se centenas de pessoas, entre elas crianças, adolescentes, jovens e idosos, percorrerem por distâncias para chegar ao aterro sanitário do município dos Mulenvos, à procura de meios de sobrevivência, entre os quais restos de comidas, muitas vezes deterioradas e fora do prazo de validade, garrafas plásticas e metais, para serem comercializados.

Estas pessoas, provenientes de vários pontos de Luanda, têm plena consciência dos perigos que correm ao estarem naquele local, mormente desprotegidas, mas alegam que é a única fonte de alimento e sobrevivência, deixando uma pergunta no ar: Por que razão há tanta procura por restos de alimentos deteriorados em contentores de lixo se há muita riqueza em Angola?

No local, tal como constatou o NJ, cheiro nauseabundo e intenso, muitas moscas, mosquitos e outros insectos, nem isso intimidava essas pessoas que, com as mãos, "desbravavam" os amontoados de lixo que eram depositados pelos camiões da Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda (ELISAL).

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