Dos 57 elementos levados a tribunal pelo SIC para julgamento sumário, apenas três foram condenados a penas de 12 meses de prisão, com pena suspensa e pagamento de emolumentos à Justiça.

Entre os cidadãos condenados está a "presidente" da organização, a cidadã Dorotéia Domingos Correia Canhongo, conhecida por "comissária-chefe".

Em tribunal não ficou provado que os também supostos "bombeiros comunitários" pertenciam a uma organização criminosa como alegou o Serviço de Investigação Criminal.

O Novo Jornal soube que o Ministério Público deixou cair algumas das acusações, como as de associação criminosa, extorsão e usurpação de funções militares, por falta de provas.

Também não ficou provado o crime de resistência às autoridades por parte dos elementos absolvidos.

Segundo a acusação, o grupo é composto por 5.000 membros a nível nacional, e, só em Luanda, há mais de 1.800.

O SIC descreveu que a organização foi desmantelada porque usava designação similar ao das forças de defesa e segurança, e era liderado por duas mulheres, mãe e filha, que se apresentavam como sendo oficiais comissários.

O SIC explica que a liderança fazia falsas promessas de ingresso no Serviço de Protecção Civil e Bombeiros e enganou mais de 5.000 pessoas, o que não foi confirmado em tribunal.