Por se encontrar actualmente a residir em Portugal, o arguido participa no julgamento através de vídeo-conferência, estando a sessão a decorrer em formato híbrido.
Na altura, o Ministério Público sustentou que não era possível avançar com o julgamento devido à ausência do arguido, em respeito pelo princípio da ampla defesa.
Agora presente nos autos por vídeo-conferência, o brigadeiro na reforma responde pelo crime de que é acusado.
O brigadeiro é acusado de ter desviado, para fins pessoais, meios colocados à disposição do extinto Instituto Nacional de Desminagem (INAD), actual Centro Nacional de Desminagem (CND).
José Domingos Roque de Oliveira dirigiu o Instituto Nacional de Desminagem entre 2018 e 2022.
Neste período, a acusação diz que o arguido se foi apropriando das viaturas da frota da instituição, usando para tal oficinas de particulares para a sua reparação, a pretexto de que as oficinas do INAD não tinham condições para atender a demanda, quando na verdade a instituição possuiam todas as condições, diz o MP.
A acusação diz que o arguido subtraiu da oficina do INAD dez viaturas modelo Land Cruiser e três camiões de marca Volvo.
Segundo a acusação, algumas viaturas faziam serviço de táxi em diversos bairros de Luanda.
Após ser exonerado em 2022, foi solicitado ao arguido a devolução das viaturas, que ele não entregou.
Em 2022, no âmbito de uma reforma do sector, o Executivo extinguiu o INAD e criou o Centro Nacional de Desminagem (CND).
