Percurso das equipas:

A campanha da França tem sido marcada pela consistência. Os "bleus" terminaram no primeiro lugar do Grupo I, com 10 pontos, 10 golos marcados e apenas dois sofridos, após triunfos sobre o Senegal (3-1), o Iraque (3-0) e a Noruega (4-1), além de um empate. Nos dezasseis avos-de-final eliminaram a Suécia (3-0), seguindo-se um triunfo mais sofrido sobre o Paraguai (1-0), nos oitavos-de-final, o desafio mais exigente até ao momento. Já nos quartos-de-final, a equipa de Didier Deschamps voltou a convencer ao afastar Marrocos com uma vitória por 2-0.

Por sua vez, a Espanha liderou o Grupo H, com sete pontos, cinco golos marcados e nenhum sofrido. Na fase a eliminar, deixou pelo caminho a Áustria, por 3-0, Portugal, por 1-0, e Bélgica, por 1-0, exibindo um estilo assente na posse de bola, na pressão alta e na capacidade para controlar o ritmo dos encontros e atacar com precisão.

Chaves para a vitória

A França procurará explorar o seu maior trunfo: a velocidade nas transições ofensivas. O quinteto ofensivo composto por Kylian Mbappé, Michael Olise, Ousmane Dembélé, Bradley Barcola e Désiré Doué tem demonstrado uma eficácia assinalável ao longo do torneio.

Já a Espanha sabe que as suas hipóteses aumentam se conseguir impor uma circulação paciente da bola, a pressão após perda e a criatividade de jogadores como Lamine Yamal e Pedri para desmontar a organização defensiva francesa.

Este é mais um embate que será decidido pelo detalhe, antevendo-se uma partida com poucos golos.

Factor-X

Désiré Doué tem sido um dos futebolistas que desequilibra quando Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise e Bradley Barcola não conseguem perfurar as defesas contrárias.

Mikel Merino, depois de dois golos frente à Bélgica e a Portugal, procura continuar a boa forma.