O acordo foi assinado pelo presidente da ANPG, Paulino Jerónimo, e pelo director do ISS/FAA, general Cristóvão da Silva Júnior, numa cerimónia à margem do encontro metodológico do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) que decorre em Malanje.
Com a parceria, a ANPG vai usar a experiência do ISS/FAA em reflorestação. Só neste ano, em cinco dias, os militares plantaram um milhão de árvores nas províncias do Centro-Sul do País.
O objectivo desta iniciativa é reduzir a poluição causada pelo sector do petróleo e gás. Com isso as duas instituições também querem ajudar no crescimento social, diversificar a economia e produzir energia limpa para exportar.
"Vamos trabalhar com o rigor e disciplina das FAA para desenvolver os biocombustíveis", explicou o director da área de Energia e Biocombustíveis da ANPG, Vita Mateso.
O ISS/FAA já tem um grande trabalho de plantio.
Segundo o chefe de Investimentos do ISS/FAA, Fábio Belo, já foram recuperadas áreas degradadas na Huíla, Bié e Huambo.
"Com a ANPG, vamos levar esses projectos para o Leste do País. A ideia é começar pelas Lundas Norte e Sul e pelo Moxico", explicou.
Outro ponto do acordo é o combate à desertificação.
O ISS/FAA vai iniciar um novo projecto nas províncias do Namibe e Cunene, onde as fazendas das FAA também vão produzir combustível.
A ideia é usar parte das terras para plantar produtos como a soja. O óleo da soja serve para fazer biocombustível e o que sobra, o farelo, pode virar ração para animais.
"Temos fazendas grandes que já produzem para o mercado. Vamos aproveitar uma parte para plantar o que serve para fazer combustível, mas sem esquecer a comida para a população", assegurou a direcção do ISS/FAA.
O acordo foi testemunhado pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, e por administradores da ANPG.
