A quadrilha aproveitou-se dos problemas técnicos da Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária, que durante meses não conseguiu emitir cartas de condução, e enganou vários utentes "que queriam facilidade na adquisição" deste documento.

Para serem mais convincentes, conta a polícia, "os homens diziam às vítimas que estavam a fazer este processo no privado em nome da Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária e que teriam de pagar 50 mil kwanzas".

Após chegarem a um consenso, de acordo com o porta-voz nacional da DIIP, Quintino Ferreira, "eles pediam as cartas caducadas, falsificavam-nas com os dados pessoais verdadeiros, mas colocavam um selo da DSTER falso.

Quando a polícia se apercebeu da existência da rede, graças a denúncias, desencadeou uma investigação que culminou com o desmantelamento da quadrilha, em Luanda.

Durante a operação, os agentes da DIIP detiveram "o elemento principal do gangue", que vai ser encaminhado para o juiz de garantias, enquanto diligências prosseguem para localizar os outros envolvidos.