O Ministério da Saúde esclareceu esta quarta-feira, 25, que o facto de terem notas positivas no concurso público passado, não lhes garante o enquadramento no concurso que se avizinha, e que, para participarem, deverão, tal como os demais interessados, inscrever-se e realizar os testes.

Segundo o MINSA, "não existe outra via de ingresso na função pública que não seja por concurso, sendo seleccionados os candidatos com melhor desempenho, num processo que observa rigorosamente a legislação vigente".

Esta quarta-feira, os visados protestaram junto à entrada principal do Ministério da Saúde, em Luanda, facto que levou a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, a manter um encontro com representantes dos manifestantes.

Acompanhada por membros da direcção do ministério, a ministra elucidou os manifestantes que o MINSA não irá enquadrá-los directamento nos seus quadros e que para tal devem concorrer no próximo concurso.

Durante o encontro, a ministra aconselhou-os a "canalizarem o tempo e a energia para a preparação dos exames".

"Somos todos angolanos e todos merecemos oportunidades. Contudo, se a regra é o concurso público, devemos respeitá-la, estudando e preparando-nos para obter classificações elevadas e assim conquistar o nosso espaço com mérito", destacou a ministra.

"A manifestação não é o melhor caminho. O concurso está às portas. Aproveitem este tempo para estudar, participar e dar o vosso melhor", sugeriu a ministra.

Entretanto, os candidatos dizem não ser justo serem descartados, visto que tiverem bom desempenho no concurso público passado e que o MINSA os deve aproveitar, argumento que o MINSA descarta.

Importa lembrar que as centenas de candidatos com notas positivas no passado concurso público do MINSA há dois anos que vêm fazendo protestos e manifestações para serem admitidos na função pública.

O Novo Jornal sabe que nos próximos dias o Ministério da Saúde tornará pública a abertura de um concurso público para o ingresso de seis mil novos profissionais, entre enfermeiros, médicos e pessoal de apoio hospitalar.