Tudo começou no dia 01 deste mês, quando a mulher, que fingiu durante nove meses uma gravidez, ligou para o ex-marido a dizer que deu à luz e que precisava de dinheiro, informou o porta-voz da Polícia Nacional (PN) em Luanda, Nestor Goubel.
O ex-marido, antes de pagar qualquer despesa, pediu para ver o suposto filho. Na quinta-feira, 02, a mulher recorreu a uma barriga falsa para ir ao Hospital Lucrécia Paim roubar um recém-nascido, e usou um cartão de consultas pré-natal falsificado para ter acesso à área da maternidade.
Naquela unidade sanitária criou manobras para levar consigo o bebé, mas não teve sucesso, e como o ex-marido a pressionava para ver o filho, contou-lhe que havia falecido.
O indivíduo foi até ao hospital para resolver a papelada do óbito, porém, ao chegar, disseram-lhe que na morgue não tinha dado entrada nenhum recém-nascido com aqueles dados. O homem foi ter com a directora clínica para reclamar do desaparecimento do corpo do alegado filho.
Posteriormente, a directora clínica solicitou o cartão de consultas pré-natal à mulher e verificou várias irregularidades nos dados que lá estavam preenchidos.
Na sequência, a acusada foi submetida a um exame físico e apurou-se que não deu à luz e tudo não passava de uma simulação.
Como tal, a direcção do hospital fez uma participação às autoridades e a infractora, de 33 anos, foi detida pela Polícia Nacional no mesmo dia.
Em declarações às autoridades, a acusada confessou "que não estava grávida", ressaltando que era um esquema para conseguir tirar dinheiro do ex-marido, concluiu a PN.
Agora, a implicada vai ser apresentada esta sexta-feira, 03, nas instalações do comando municipal da Ingombota e será posteriormente encaminhada para o juiz de garantias, por falsa identidade e falsificação de documento.
