Estas detenções aconteceram nas províncias de Luanda, Icolo e Bengo e Cunene, Cubango e Huambo, conforme avançou o Novo Jornal nos últimos quatro meses.
Os delitos relatados pelo SIC neste período, cometidos pelos seus trabalhadores, envolveram furto e roubo qualificado, agressão física, extorsão, apropriação de bens alheios e corrupção.
O caso mais recente ocorreu segunda-feira, 29 de Junho, no Icolo e Bengo, onde foram detidos dois efectivos acusados de extorquirem 700 mil kwanzas a um grupo de indivíduos presos, em troca da sua liberdade.
O Novo Jornal soube igualmente junto do SIC que "diligências foram feitas e confirmou-se o envolvimento de um intendente e um sub-inspector de investigação criminal, no esquema fraudulento".
Estes extorquiram 700 mil kwanzas a um grupo de cinco homens, que estava detido, por alegadamente invadir uma empresa no município de Catete, e o pagamento era a última condição para a sua liberdade, informou o director nacional do gabinete de comunicação institucional e imprensa do SIC, superintendente-chefe Manuel Halaiwa.
Em Março, foram detidos 11 efectivos afectos às direcções provinciais de Luanda e Cunene, sendo quatro agentes e sete oficiais subalternos, acusados de corrupção e roubo de viatura e de ouro.
Já em Abril, foram presos sete agentes de 3ª classe, colocados em Luanda, Icolo e Bengo, Cubango e Huambo, implicados nos crimes de agressão física, extorsão, roubo e apropriação de bens alheios.
Por último, no mês de Maio, no Icolo e Bengo, foram detidos um superintendente-chefe, um inspector-chefe, um inspector e quatro agentes de investigação criminal de 3ª classe, acusados do furto de diversos electrodomésticos apreendidos.
