Segundo um comunicado de imprensa da primeira reunião extraordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministro, esta linha de crédito pretende apoiar a criação de mecanismos excepcionais de recuperação das actividades económicas dos agentes e unidades económicas e manutenção dos postos de trabalho.

Esta reunião, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, abordou ainda o actual momento nos mercados petrolíferos internacionais prevendo que a subida do preço do petróleo para uma média estimada de 80 dólares por barril (actualmente está a 100 USD), acima dos 61 dólares previstos no Orçamento Geral do Estado (OGE) 2026, poderá gerar receitas adicionais na ordem dos 3,2 biliões de kwanzas.

Apesar disso, e de acordo com o Executivo, os ganhos não resultarão em aumento da despesa pública, uma vez que o compromisso do Governo passa por manter a execução orçamental dentro dos limites definidos, reduzir a necessidade de endividamento e melhorar o défice fiscal, que poderá situar-se em cerca de 1%.

No entanto, de acordo com o Governo, parte significativa dessas receitas será absorvida pelos subsídios aos combustíveis, devido à elevada factura de importação de produtos refinados.

No que diz respeito aos custos logísticos, refere que o conflito no Médio Oriente já provocou perturbações nas cadeias globais de abastecimento, com aumentos acentuados nos preços de transporte e seguros, que, em alguns casos, ultrapassam os 200%, encarecendo bens importados, incluindo alimentos, matérias-primas e equipamentos.

Entre as principais preocupações, destaca-se o aumento do preço dos fertilizantes, com subidas superiores a 50%, situação que poderá comprometer os esforços de reforço da segurança alimentar e afectar a próxima campanha agrícola.

Para mitigar os impactos, o Executivo decidiu reforçar a constituição de reservas estratégicas, abrangendo alimentos essenciais, combustíveis com cobertura mínima de 90 dias, medicamentos, equipamentos hospitalares, produtos químicos para tratamento de água, fertilizantes e outros insumos agrícolas.

No domínio energético, refere que apesar de produtor de petróleo, o país continua dependente da importação de combustíveis refinados, o que agrava os riscos num contexto de instabilidade internacional.

Executivo mantém vigilância permanente sobre a evolução do conflito, com o propósito de ajustar as políticas económicas e proteger as populações, bem como assegurar o normal funcionamento das empresas.