Membros da sociedade civil debateram, esta semana, em Luanda, a necessidade de alteração do modelo de observação eleitoral para a monitoria.
A principal diferença entre a monitoria e a observação eleitoral está no grau de intervenção e no enquadramento legal das actividades ao longo do processo de votação. Enquanto a observação é uma prática estritamente passiva e regulamentada por leis nacionais, a monitoria pressupõe um acompanhamento contínuo e, em alguns contextos internacionais, a prerrogativa de apontar infracções directamente aos órgãos competentes no momento em que ocorrem.
A posição foi manifestada durante uma conferência de imprensa sobre o tema "Registo não Oficioso e a Falta de Transparência no Processo Eleitoral".
Ao usar da palavra, o reverendo Ntoni-a-Nzinga, observador eleitoral com várias passagens por muitos países do continente, sugere a substituição do tradicional modelo de observação eleitoral pela monitoria, justificando que "só dessa forma os angolanos terão eleições justas e transparentes".
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