A redução de paragens dos autocarros públicos da empresa TCUL no corredor 1.º de Maio e Capalanga está a provocar longas caminhadas, sobrelotação e atrasos para muitos utentes. Pontos tradicionais como o da Shoprite, a Paragem da PM, a Paragem do Bar e a Pedonal da Bela Vista deixaram de existir sem aviso prévio, obrigando milhares de passageiros a descer noutras paradas ou mesmo a deslocar-se até às paragens mais distantes para apanharem os transportes.
Utentes que utilizam a rota pedem a reposição das paragens. Com menos pontos de paragens ao longo da via, os utentes ficam concentrados nos poucos locais onde os autocarros ainda param. O resultado são veículos que chegam já cheios e seguem viagem sem conseguir recolher mais passageiros, conforme observou o Novo Jornal nalguns pontos. "Antes eu apanhava o autocarro aqui na pedonal da FTU, mas agora tenho de apanhar depois da pedonal da Fermat, um trajecto que pode levar-me uns 10 minutos. Como solução, saio de casa 1 hora mais cedo", desabafa Rosa Malamba, vendedora-ambulante de 45 anos, que zunga na Vila de Viana, Ponte Amarela.
A situação repete-se na Paragem da PM. O ponto, que servia para estudantes, moradores e trabalhadores dos bairros próximos à BCA, está sem atendimento. "Se não descer na BCA, tens de ir ficar depois da Bela Vista, que é mais distante. Para quem é idoso, isso é complicado", conta António Capitango, de 62 anos.
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