A Assembleia Nacional aprovou o Orçamento Geral do Estado (OGE) para o exercício económico de 2026, com receitas e despesas estimadas e fixadas em 33,24 biliões de Kwanzas, mas a UNITA diz que não está adequado à situação real de Angola.

O partido do "Galo Negro" alude ainda aos preços do petróleo nos últimos meses, claramente acima do preço médio definido na elaboração do presente OGE 2026, devido à guerra no Golfo Pérsico e Médio Oriente.

Depois de ter reunido na quarta-feira, 03, o seu Comité Permanente da Comissão Política o maior partido da oposição diz que, apesar da subida do preço do barril de petróleo no mercado internacional, a crise social mantém-se em crescendo.

Considerando esse factor, que é uma das grandes fontes de receitas do Estado, a UNITA apela ao Executivo para tomar medidas para diminuir o sofrimento das populações, incluindo a crise no abastecimento de combustíveis nas diversas províncias angolanas.

Por isso, o partido de Adalberto Costa Júnior insta o Governo a prestar esclarecimentos sobre a situação e a tomada de medidas com vista à reposição do fornecimento regular de combustíveis.

Este órgão do "Galo Negro" lamenta, "profundamente", o estado de insegurança em que os angolanos se encontram, somando ao cenário de crise as populações afectadas pelas enxurradas ocorridas na província de Benguela e o "tratamento indigno aos sinistrados" ou às vítimas do desabamento da mina artesanal de ouro na província do Bengo.

O Comité Permanente da Comissão Política manifesta sérias reservas em relação ao último censo realizado em Angola pelo facto de vários cidadãos durante o processo de levantamento de dados não terem sido visitados e registados, pondo em causa a credibilidade dos resultados finais do processo censitário.

O órgão máximo do partido do "Galo Negro" manifesta ainda preocupação aquanto à incapacidade de atribuição de bilhetes de identidade aos cidadãos nacionais, documento principal para o exercício de voto nas eleições de 2027.