O "profeta", de 47 anos, deslocou-se para a localidade da Capanga, concretamente nos bairros Honga Dondo, Banza, Inguisso e Pundue, onde começou a adivinhar as residências onde moravam os alegados "feiticeiros".
Na medida em que ele revelava as características de um membro de uma determinada comunidade, os populares, por crença no feiticismo, destruíam as suas casas, perfazendo um total 13 residências arruinadas pelo fogo, conta o chefe do departamento de comunicação institucional e imprensa da Polícia Nacional no Cuanza-Sul, Tomás Filipe António.
Quando as autoridades se aperceberam da situação, uma equipa da brigada anti-crime da PN dirigiu-se para as comunidades e deteve todos os envolvidos, que serão responsabilizados criminalmente.
Os proprietários das residências conseguiram fugir do local sem nenhum ferimento, porém, o Novo Jornal soube junto da polícia que "o objectivo dos detidos era acabar com a vida dos supostos feiticeiros".
