Os outros três arguidos - Lev Lakshtanov, Amor Carlos Tomé e Oliveira Francisco "Buka" - apontam Igor Ratchin como sendo o "boss" de Lev Lakshtanov com quem mantinham contactos, embora neguem qualquer ligação ou envolvimento a organizações internacionais de terroristas (ver link).
Estes arguidos asseguram que apenas trabalhavam para a abertura, em Luanda, de uma casa da cultura da Rússia.
Sobre ligações a organizações internacionais de terrorismo que pretendiam criar instabilidade no País, todos as refutam.
Entretanto, em interrogatório que durou quase duas semanas, o arguido Lev Lakshtanov contou ao tribunal que apenas recebia do arguido Igor Rochin Mihailovich, que será ouvido esta quarta-feira, os nomes das de pessoas a contactar em Angola, incluído de políticos.
Lev Lakshtanov contou em tribunal que o seu trabalho era apenas o de intérprete de Igor Rochin Mihailovich, e que era este que programava os assuntos e encontros a serem mantidos.
Segundo este arguido, ele e Igor Rochin Mihailovich também mantiveram encontros com Higino Carneiro na sua residência, onde falaram sobre "vários assuntos". Em Malanje, foram recebidos no Governo Provincial pelo governador Marcos Nhunga.
Lev Matvevoch disse ao tribunal que só o seu conterrâneo Igor Rochin Mihailovich saberá responder sobre qual o interesse ou interesses com os membros de partidos políticos, visto que ele era apenas o seu tradutor.
Respondem no processo, para além dos dois cidadãos russos, os angolanos Amor Carlos Tomé, jornalista da Televisão Pública de Angola (TPA) e Oliveira Francisco "Buka", secretário para mobilização da JURA, braço juvenil da UNITA.
