Como foram estabelecidos os contactos para o trabalho que agora sai?

Conheço o Abel há muitos anos. Temos amigos em comum. Conversamos muito. Admiro o seu percurso enquanto político e cidadão. Um dia, há perto de três anos, surgiu a ideia de escrever uma biografia. Fiquei muito interessado, porque já conhecia um pouco da história dele. Compreendi, além disso, que, a partir da história do Abel, seria possível contar também um pouco da história do nacionalismo angolano, que se organiza desde o planalto central. Sou do Huambo. Aquela é também a minha história.

É iniciativa de Agualusa ou de Chivukuvuku?

Este livro só foi possível devido à disponibilidade e generosidade do Abel, que aceitou dar-me uma série de entrevistas, em Luanda e em Lisboa, ao longo dos últimos três anos. Foi sempre absolutamente directo e franco, nunca tentando ocultar nenhuma questão, mesmo as mais incómodas. Essa coragem, essa frontalidade, parece-me algo extremamente raro de encontrar num político em actividade. Para mim, foi um enorme privilégio, e também um grande desafio.

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