Nadadores angolanos, através da Associação Provincial de Natação de Luanda (APNL), questionam à Federação Angolana de Natação (FAN) os critérios usados para a atribuição das cinco bolsas colocadas à disposição de atletas nacionais pela Federação Internacional de Natação (FINA) e pelo Comité Olímpico Internacional (COI), lê-se num documento a que o Novo Jornal teve acesso.

No documento de três páginas, assinado pela sua presidente e vice-presidente, a APNL assegura que, após apreciação e análise profunda, as regras massivamente divulgadas quer pelo Comité Olímpico Internacional, quer pela FINA, para a atribuição das bolsas, não percebem quais os critérios adoptados para a sua atribuição.

"Solicitamos também que, após o fornecimento dos esclarecimentos necessários, a FAN possa convocar uma reunião para serem discutidos os documentos em referência. Os associados da APNL solicitam transparência e esclarecimentos detalhados sobre o critério de atribuição das bolsas", lê-se na carta enviada à FAN, instituição presidida por Joaquim Santos.

A APNL questiona ainda que critérios foram adoptados para a selecção dos atletas apurados, entre os candidatos, visto que, para além da nacionalidade angolana e da vontade de concorrer à bolsa, outro critério era ser melhor no ranking.

Sabe o Novo Jornal que, entre os atletas excluídos do processo de obtenção de bolsas, estão os nadadores Henrique Mascarenhas e Lia Lima, que, segundo fontes próximas, pelo desempenho, os dois estariam entre os que beneficiariam as bolsas da FINA e COI, por reunirem os mínimos olímpicos.

No documento consultado pelo NJ, a APNL questiona à FAN que documentos ficaram em falta por parte de Lia Lima, cuja papelada para a sua inscrição se encontrava incompleta, mesmo depois de o prazo ter já encerrado.

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