Viajar de metro em Luanda pode estar à distância de um investimento de 10 mil milhões de dólares. Este é o valor quer o consórcio internacional "Royal Crown", composto por europeus, asiáticos e americanos, está disposto a disponibilizar para que o metro de superfície se torne uma realidade em Angola.
A novidade foi avançada no final de uma reunião que juntou responsáveis do Governo Provincial de Luanda (GPL) e do consórcio, que, planeia trazer para o Angola não apenas o seu know-how na construção e gestão de infra-estruturas de transportes, mas também de habitação e energia eléctrica - esta última imprescindível para garantir o funcionamento do metro.
"Queremos financiar 10 mil milhões de dólares em infra-estruturas e energia eléctrica", revelou a directora-geral do consórcio, Grace Yaba, no final do encontro que decorreu ontem na sede do GPL, com o vice-governador para a área económica, José Cerqueira, e com o presidente da empresa angolana Katukal, Alberto Afonso.
De acordo com Grace Yaba, citada pela Angop, o financiamento disponibilizado depende agora de acordos com parceiros nacionais, para que possa ser operacionalizado.
Já o vice-governador José Cerqueira lembrou que o Plano de Desenvolvimento Metropolitano de Luanda prevê a extensão do metro de superfície até ao Dande (Bengo) e ao futuro aeroporto internacional de Luanda.
O responsável acredita que o projecto pode começar a sair do papel em 2018, estimando um período de execução entre cinco e 10 anos.
Recorde-se que o Orçamento Geral do Estado de 2016, contemplava, numa primeira versão, um investimento aproximado de 42 milhões dólares em estudos para reestruturação dos sistemas de transporte em Luanda, incluindo a construção de um metro de superfície.

