Dirigiu a Federação Angolana de Futebol (FAF) por dois mandatos. Que recordação guarda do seu consulado?

Muitas recordações. São lembranças que não me saem do coração, que me marcaram por toda a vida. E, se quer que lhe diga, eu era como irmão do Rui Mingas. O Rui Mingas foi o primeiro secretário de Estado de Educação Física e Desportos. O Rui Mingas virou-se para mim e disse: "vou nomear-te presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF)". E eu disse-lhe que não aceito, porque não queria ser indicado para lá, não queria ser nomeado. Só aceitei com eleições e as pessoas a votarem em mim e poder responder a estas pessoas a minha capacidade de governação.

Quando tomou posse como presidente da federação, o que encontrou, em termos financeiros?

Vazio não, mas limpo. Não tinha dinheiro.

E como sobreviveu, como geriu a federação sem dinheiro?

Tive a sorte de ter um Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que era um homem do desporto, tinha vestido a camisola do Futebol Clube de Luanda e ajudado a construir a Cidadela Desportiva. Eu tinha uma direcção extremamente boa, integrada por Diógenes Boavida, Rui Falcão Pinto Andrade, Lara, antigo presidente do Mambroa e tantos outros. Tinha, efectivamente, uma sustentabilidade de pessoas que me iam dar a possibilidade de poder fazer o trabalho. Então, a primeira coisa que fiz foi defender os interesses da federação a nível das competições que iam aparecer, porque eu tinha recebido um novo treinador, que era o Carlos Alinho.

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