O PCA do Caminho de Ferro de Benguela, António Cabral, citado pela Lusa, referiu que além da aquisição desse material decorrem também trabalhos de reparação de antigas carruagens, em serviço desde 2011.

Segundo António Cabral, em 2025, foi concluída a importação de 200 rodados para as carruagens e recebidos metade dos 48 rodados previstos para as locomotivas, um investimento que resulta da concessão de serviços ferroviários e de logística do Corredor do Lobito.

"Os dinheiros que vamos recebendo, das rendas variáveis e fixas do projecto de concessão, e também do dinheiro que veio do prémio de concessão, com esses valores estamos a fazer a manutenção e a recuperar as carruagens", afirmou o gestor.

Estão ainda em curso trabalhos de manutenção das carruagens, como a reparação de assentos, ares condicionados, a vedação de furos para evitar a infiltração de água no tempo de chuva, e a pintura, garantiu António Cabral à Lusa.

"As 50 carruagens vão entrar em serviço este ano, mas o processo de reparação não pára", explicou.

O CFB é a infraestrutura ferroviária do Corredor do Lobito, que parte do Porto do Lobito, em Angola, atravessando o país ao longo de 1.300 quilómetros, até à fronteira com a República Democrática do Congo, onde se conecta à rede de caminho de ferro das regiões mineiras congolesas, estando prevista a sua expansão até à Zâmbia.